Muitas vezes acho que o Brasil não tem jeito, que aqui vai dominar a corrupção e impunidade. Assistindo pela televisão a tragédia dos meus irmãos de Santa Catarina. Eu vejo que somos burros sim eu sei, mas mesmo assim somos muito solidários. E isso nunca nenhum Brasileiro irá deixar de ser. Faz parte de todas as pessoas de país.
Gente.... é um relato longo , um desabafo de sofrimento e conforto.... Mas de uma importância vital, para pesarmos nossas vidas e atitudes ! Impossível não repassar a todas as pessoas.
Quando terminei de ler o texto me segurei para não chorar.
Meus amigos,
Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar.
A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta “folga forçada” a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.
As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas. Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos.
As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recupera-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos. Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:
Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma. Que pediam 5 reais por um litro de água mineral. Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás. Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas. Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas. Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava. Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas.
Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração. Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas. Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:
Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver. A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença. À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida. Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul. Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos. Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas. Aos Médicos Voluntários. Às enfermeiras Voluntárias. Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos. Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso. Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar. Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.
Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa. Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem. Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos. Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem. A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa. A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou. A todos que oraram por todos.
Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas. Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira. A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente. A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém. A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci. Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:
COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão.
Até que as noites se fizeram longas e sem luz.
Eu não resistia ao frio facilmente.
Até passar a noite molhado numa laje.
Eu tinha medo dos mortos. Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires. Até que me deram abrigo e alimento.
Eu tinha aversão a Judeus. Até darem remédios aos meus filhos. Eu adorava exibir a minha nova jaqueta.
Até dar ela a um garoto com hipotermia.Eu escolhia cuidadosamente a minha comida. Até que tive fome. Eu desconfiava da pele escura. Até que um braço forte me tirou da água. Eu achava que tinha visto muita coisa. Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas. Eu não gostava do cachorro do meu vizinho. Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar. Eu não lembrava os idosos. Até participar dos resgates. Eu não sabia cozinhar. Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome.
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras.Até ver todas cobertas pelas águas. Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome. Até a gente se tornar todos seres anônimos.Eu não ouvia rádio. Até ser ela que manteve a minha energia. Eu criticava a bagunça dos estudantes. Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias. Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos. Agora nem tanto. Eu vivia numa comunidade com uma classe política. Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora. Eu não lembrava o nome de todos os estados. Agora guardo cada um no coração. Eu não tinha boa memória. Talvez por isso eu não lembre de todo mundo. Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos. Eu não te conhecia. Agora você é meu irmão.Tínhamos um rio. Agora somos parte dele. É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio. Graças a Deus Vamos começar de novo. "Anônimo"
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Debate é sempre bom participar
Vários filmes bons irão ser mostrandos na UFPR que mais uma vez se mostra a favor da populaçao, mostrando todas as formas artítiscas e culturais para o povão e de grátis ainda.
Em Curitiba existem lugares luxuosos que vivem trazendo inúmeras atração a preço fora da realidade brasileira.
Estou a ajudando a divulgaçao da primeira mostra de cinema e violência do CESPDH - Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná.
Espero que tenha mais amostras e diferentes temas para debates , e extremamente importante.
A mostra tem ingresso gratuito durante todos os dias, e para os que quiserem certificado de participação é necessário fazer a inscrição prévia pelo e-mail mostracinemaeviolencia@yahoo.com.br. o evento acontecerá nos dias 18 a 21 de novembro, no anfiteatro 100 da reitoria, sempre às 19:00 horas. após a exibição do filme, haverão debates sobre a temática abordada nos filmes.
1) Dia 18 de novembro: Filme Twin Peaks: Fire Walk With Me, debatedor Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (professor doutor do departamento de ciências sociais - UFPR).
Twin Peaks: Fire Wal With Me (Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer), 1992. Diretor: David Lynch. Sinopse: Inicialmente uma série para a televisão, este longa foi lançado após a conclusão da série, em 1992. Vemos primeiramente as investigações do agente especial do FBI Chester Desmond no caso Teresa Banks. Então saltamos no tempo para uma semana antes do início da série, e acompanhamos todos os acontecimentos de Laura Palmer durante o eterno pesadelo até a hora de sua morte.
2) Dia 19 de novembro: Filme Titicut Follies, debatedora Ingrid Pavezi (mestranda em sociologia - UFPR).
Diretor Frederick Wiseman – Titicut Follies (EUA, 1967, 84 minutos)
Wiseman é considerado por muitos, um dos principais documentaristas vivos. Seus documentários ficaram conhecidos não apenas pelas suas temáticas (instituições públicas e os indivíduos que a perpassam), mas também pela sua forma narrativa: ausência de narração, trilha sonora, comentário ou entrevistas. O objetivo era filmar tal como se fosse uma "mosca na parede". Tal forma acabou sendo a marca comum aos cineastas do movimento americano "cinema direto", do qual Wiseman é dos seus principais expoentes. Seu primeiro filme, Titicut Follies (1967), acabou por se tornar também um dos seus mais comentados e controversos documentários. Em 84 minutos de duração,somos confrontados com as sociabilidades no interior de uma prisão psiquiátrica do estado americano de Massachusetts. O impacto do filme no período causou seu banimento por ordem da corte de Massachusetts até 1992, quando foi finalmente liberado.
3) Dia 20 de novembro: Seleção de curta-metragens sobre a interlocução cinema e violência, debatedor Paulo Scarpa (doutorando em sociologia - USP).
Curtas:
a) Santiago Alvarez
Santiago Alvarez (1919-1998) foi uma das mais importantes figuras do cinema cubano, em especial no período Castro. Começou sua carreira já aos 40 anos, fazendo documentários experimentais. Em 1959, co-fundou o Instituto del Arte y Industria Cinematograficos (ICAIC), um coletivo de diretores devotados a criação de filmes revolucionários. Os "documentários" de Alavarez são caracterizados pela temática anti-imperialista e pró-Castro. Formalmente, seus filmes têm um ritmo rápido, utilizando uma rápida justaposição de imagens, desde desenhos animados, fotografias, clipes de filmes antigos de Hollywood até cenas de conflitos armados entre estudantes e policiais, movimentos de rua pelos direitos civis americanos etc.
Em seu filme Now, por exemplo, Alvarez usa como trilha a canção anti-racista de Lena Horne (banida nos EUA durante os anos 60) como veiculo para justapor diversas imagens do movimento de direitos civis americano.
Em LBJ (as iniciais do presidente americano Lyndon Baines Johnson) utiliza o L, para imagens de Martin Luther King, B para Bob (de Robert Kennedy) e J para Jack Kennedy, seu irmão. É seu filme mais conhecido e comentado e também seu mais ousado e formalmente complexo.
Em El Tigre Salto Y Mato, Pero Morira... Morira... segue uma linha semelhante a Now, em que vemos Victor Jara (o cantor chileno torturado e assassinado após o golpe de Pinochet) cantando, intercalado com cenas de conflito urbano no Chile.
1965 - Now (5 minutos)
1973 – El Tigre Salto Y Mato, Pero Morira... Morira... (16 minutos)
1968 – LBJ (18 minutos)
b) Jean Luc-Godard
1993 – Je Vous Saluve Sarajevo – (2 minutos)
Um texto de Louis Aragon é lido por cima de uma fotografia da Guerra da Bósnia.
2000 – A Origem do Século XXI – (16minutos)
Este curta de Godard foi "encomendado" pela comissão do festival de Cannes de 2000 para sua abertura. A idéia era um curta que falasse sobre o século XX em passagem para o XXI. Nisso Godard faz um "temporal" de 17 minutos re-editando cenas de guerra, nazismo, atrocidades, intercalando-as com clipes de Maurice Chevalier no filme Gigi e de um próprio filme seu, À bout de souffle.
c) Theo Van Gogh
2004 – Submissão – (12 minutos)
O ultimo filme de Theo Van Gogh acabou por ser também seu mais conhecido. O curta trata do tratamento às mulheres nas sociedades islâmicas. Uma mulher rezando a Allá decide interpelá-lo diretamente e questiona sua crença e sua submissão, uma vez que tudo que experienciou na vida foi dor e sofrimento.
Pouco tempo após o filme passar na televisão holandesa, em agosto de 2004, Van Gogh foi assassinado por um fundamentalista islâmico, em resposta a Submissão. A polícia holandesa ofereceu proteção à Van Gogh, devido a ameaças que teria recebido, ao qual o diretor recusou e respondeu "não devemos incitar a violência pelo medo".
4) Dia 21 de novembro: Filme Barrela, debatedor Valter Cardoso (doutorando em Sociologia - UFPR).
“Barrela: escola de crimes (Brasil 1990. Duração 72 minutos). Direção: Marco Antônio Cury. Sinopse: Seis presos condenados a longas penas e confinados na mesma cela disputam o poder atrás das grades.A violência é a linguagem, o meio de diversão, o passatempo. O ambiente se torna ainda mais pesado quando um jovem de classe média, preso numa briga de bar, é jogado na mesma cela. A peça do dramaturgo Plínio Marcos, baseada em fatos reais ocorridos numa cadeia da cidade Santos, foi censurada durante vinte anos.BARRELA, diz o dicionário, é a água onde se ferve a cinza e que é usada pra branquear roupa ou água suja que não serve para nada. A expressão "cair na Barrela" significa desonrar-se; em gíria significa violência sexual.”
Em Curitiba existem lugares luxuosos que vivem trazendo inúmeras atração a preço fora da realidade brasileira.
Estou a ajudando a divulgaçao da primeira mostra de cinema e violência do CESPDH - Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná.
Espero que tenha mais amostras e diferentes temas para debates , e extremamente importante.
A mostra tem ingresso gratuito durante todos os dias, e para os que quiserem certificado de participação é necessário fazer a inscrição prévia pelo e-mail mostracinemaeviolencia@yahoo.com.br. o evento acontecerá nos dias 18 a 21 de novembro, no anfiteatro 100 da reitoria, sempre às 19:00 horas. após a exibição do filme, haverão debates sobre a temática abordada nos filmes.
1) Dia 18 de novembro: Filme Twin Peaks: Fire Walk With Me, debatedor Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (professor doutor do departamento de ciências sociais - UFPR).
Twin Peaks: Fire Wal With Me (Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer), 1992. Diretor: David Lynch. Sinopse: Inicialmente uma série para a televisão, este longa foi lançado após a conclusão da série, em 1992. Vemos primeiramente as investigações do agente especial do FBI Chester Desmond no caso Teresa Banks. Então saltamos no tempo para uma semana antes do início da série, e acompanhamos todos os acontecimentos de Laura Palmer durante o eterno pesadelo até a hora de sua morte.
2) Dia 19 de novembro: Filme Titicut Follies, debatedora Ingrid Pavezi (mestranda em sociologia - UFPR).
Diretor Frederick Wiseman – Titicut Follies (EUA, 1967, 84 minutos)
Wiseman é considerado por muitos, um dos principais documentaristas vivos. Seus documentários ficaram conhecidos não apenas pelas suas temáticas (instituições públicas e os indivíduos que a perpassam), mas também pela sua forma narrativa: ausência de narração, trilha sonora, comentário ou entrevistas. O objetivo era filmar tal como se fosse uma "mosca na parede". Tal forma acabou sendo a marca comum aos cineastas do movimento americano "cinema direto", do qual Wiseman é dos seus principais expoentes. Seu primeiro filme, Titicut Follies (1967), acabou por se tornar também um dos seus mais comentados e controversos documentários. Em 84 minutos de duração,somos confrontados com as sociabilidades no interior de uma prisão psiquiátrica do estado americano de Massachusetts. O impacto do filme no período causou seu banimento por ordem da corte de Massachusetts até 1992, quando foi finalmente liberado.
3) Dia 20 de novembro: Seleção de curta-metragens sobre a interlocução cinema e violência, debatedor Paulo Scarpa (doutorando em sociologia - USP).
Curtas:
a) Santiago Alvarez
Santiago Alvarez (1919-1998) foi uma das mais importantes figuras do cinema cubano, em especial no período Castro. Começou sua carreira já aos 40 anos, fazendo documentários experimentais. Em 1959, co-fundou o Instituto del Arte y Industria Cinematograficos (ICAIC), um coletivo de diretores devotados a criação de filmes revolucionários. Os "documentários" de Alavarez são caracterizados pela temática anti-imperialista e pró-Castro. Formalmente, seus filmes têm um ritmo rápido, utilizando uma rápida justaposição de imagens, desde desenhos animados, fotografias, clipes de filmes antigos de Hollywood até cenas de conflitos armados entre estudantes e policiais, movimentos de rua pelos direitos civis americanos etc.
Em seu filme Now, por exemplo, Alvarez usa como trilha a canção anti-racista de Lena Horne (banida nos EUA durante os anos 60) como veiculo para justapor diversas imagens do movimento de direitos civis americano.
Em LBJ (as iniciais do presidente americano Lyndon Baines Johnson) utiliza o L, para imagens de Martin Luther King, B para Bob (de Robert Kennedy) e J para Jack Kennedy, seu irmão. É seu filme mais conhecido e comentado e também seu mais ousado e formalmente complexo.
Em El Tigre Salto Y Mato, Pero Morira... Morira... segue uma linha semelhante a Now, em que vemos Victor Jara (o cantor chileno torturado e assassinado após o golpe de Pinochet) cantando, intercalado com cenas de conflito urbano no Chile.
1965 - Now (5 minutos)
1973 – El Tigre Salto Y Mato, Pero Morira... Morira... (16 minutos)
1968 – LBJ (18 minutos)
b) Jean Luc-Godard
1993 – Je Vous Saluve Sarajevo – (2 minutos)
Um texto de Louis Aragon é lido por cima de uma fotografia da Guerra da Bósnia.
2000 – A Origem do Século XXI – (16minutos)
Este curta de Godard foi "encomendado" pela comissão do festival de Cannes de 2000 para sua abertura. A idéia era um curta que falasse sobre o século XX em passagem para o XXI. Nisso Godard faz um "temporal" de 17 minutos re-editando cenas de guerra, nazismo, atrocidades, intercalando-as com clipes de Maurice Chevalier no filme Gigi e de um próprio filme seu, À bout de souffle.
c) Theo Van Gogh
2004 – Submissão – (12 minutos)
O ultimo filme de Theo Van Gogh acabou por ser também seu mais conhecido. O curta trata do tratamento às mulheres nas sociedades islâmicas. Uma mulher rezando a Allá decide interpelá-lo diretamente e questiona sua crença e sua submissão, uma vez que tudo que experienciou na vida foi dor e sofrimento.
Pouco tempo após o filme passar na televisão holandesa, em agosto de 2004, Van Gogh foi assassinado por um fundamentalista islâmico, em resposta a Submissão. A polícia holandesa ofereceu proteção à Van Gogh, devido a ameaças que teria recebido, ao qual o diretor recusou e respondeu "não devemos incitar a violência pelo medo".
4) Dia 21 de novembro: Filme Barrela, debatedor Valter Cardoso (doutorando em Sociologia - UFPR).
“Barrela: escola de crimes (Brasil 1990. Duração 72 minutos). Direção: Marco Antônio Cury. Sinopse: Seis presos condenados a longas penas e confinados na mesma cela disputam o poder atrás das grades.A violência é a linguagem, o meio de diversão, o passatempo. O ambiente se torna ainda mais pesado quando um jovem de classe média, preso numa briga de bar, é jogado na mesma cela. A peça do dramaturgo Plínio Marcos, baseada em fatos reais ocorridos numa cadeia da cidade Santos, foi censurada durante vinte anos.BARRELA, diz o dicionário, é a água onde se ferve a cinza e que é usada pra branquear roupa ou água suja que não serve para nada. A expressão "cair na Barrela" significa desonrar-se; em gíria significa violência sexual.”
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