sexta-feira, 13 de junho de 2008

Extermínio dos negros , só não vê quem não quer

Só quem é, sabe o que sofre na capital mais racista do Brasil. A cidade que só teve um vereador negro no máximo e olhe lá hein? Não me recordo de outro nome na câmara de vereadores. O único nome que eu lembro é o lixo do Jotapê que defensor do negro não tem nada nunca fez porra nenhuma. Na UFPR se não fosse as cotas não tinha negro por lá e mesmo assim não vejo um número bom deles andando pelos corredores da Federal. Nas particulares o número é totalmente inexpressivo, pois não tem grana pra pagar. Muito menos emprego de cargos elevado. Nunca vi um gerente de banco Negro ou alguém que controle a uma multinacional. Só vejo os negros como catadores de produtos recicláveis, gari e outros empregos de renumeração baixa. Não falo só de Curitiba é o Brasil inteiro. A realidade não muda. Quando ando pelas ruas da "cidade maldita" sofro a racismo e preconceito das pessoas mais ultimamente não ligo muito, pois se ligar parto pro procedimento mais fácil a violência.
Agora então após a queda do lixo da ditadura militar que só atrasou o país, em 2008 isso mesmo era da modernidade, da informação mais rápida. Ainda tenhamos atitude de ditadura. O exército que para os desconhecidos era um órgão de respeito. Entra numa favela para fazer um serviço. E ao chegar lá faz outro procedimento. Retira da favela do Rio de Janeiro três pías e deixa-os no território inimigo para serem torturados e mortos. Agora veja os lixos das autoridades falaram se explicarem e nada mudar. Como já canta o Consciência Humana: “Se a mente deprimida resolver se rebela, não tem para o exército nem para a polícia militar.” Falta isso, falta atitude de um povo que sempre que tentou se rebelar foi reprimido e morto. O povo com o tempo adormeceu, mas está na hora de voltar os ataques contra este sistema que só nos escraviza.
O Brasil só terá jeito quando toda essa massa se rebelar. Estou pronto para acender o estopim deste Motim. Mas antes de acender o estopim preciso de organização que aos poucos já incomoda o sistema a elite da cidade Maldita sou o seu pesadelo.
Viva a revolução
Abaixo nosso mobilização sendo feita


Eduardo Siqueira


Infelizmente essa não é só a realidade da Bahia, mas de todas as grandes capitais e a nossa linda Curitiba é igual. A juventude negra brasileira é o alvo central da violência, sofre a estigmatização de pertencer a um grupo. É cruelmente assassinada socialmente e diariamente de diversas formas. Por isso, a importância da nossa articulação, e o Fórum Paranaense de Juventude Negra se torna um mecanismo muito importante.
Márcia.


EXTERMINIO DA JUVENTUDE NEGRA NA BAHIA
Enviado por: "Carla Acotirene" http://br.mc316.mail.yahoo.com/mc/compose?to=karlaacotirene@yahoo.com.br&Subject=karlaacotirene
Sex, 30 de Mai de 2008 3:02 pm
AL discute crimes de extermínio de negrosHelga Cirino, do A TARDE
Entre os anos de 1998 e 2004, das 6.308 pessoas que foram assassinadas em Salvador e região metropolitana, 92,7% (5.852) eram negras. O número foi divulgado pelo deputado Yulo Oiticica e demonstra uma realidade há muito denunciada por entidades de defesa dos direitos dos negros. Os afrodescendentes são os mais vitimados pelas ações de grupos de extermínio na capital e provavelmente em todo o Estado. Na manhã desta terça-feira, uma audiência pública, em Defesa da Vida e da Liberdade da Juventude Negra, teve como principal ponto de debate os altos índices de crimes de extermínio em Salvador. A sessão começou por volta das 10 horas, na Assembléia Legislativa do Estado, no CAB, e contou com a presença maciça de estudantes de comunidades de Salvador e representantes de entidades afrodescendentes. À mesa da audiência, diversas entidades de defesa dos negros, além da promotora Márcia Virgens; o secretário de Promoção à Igualdade Racial, Luís Alberto; o secretário municipal da Reparação, Sandro Corrêa; a diretora do Departamento de Crimes contra a Vida, Isabel Alice Pinho; e o deputado Yulo Oiticica. Quem abriu as discussões foi a coordenadora do Fórum Baiano da Juventude Negra, Carla Kotirene, que foi ovacionada por mais de 300 jovens de escolas públicas de comunidades da periferia de Salvador e bairros como Pau da Lima, Liberdade e Cidade Baixa. "Os negros estão sendo exterminados em Salvador. Estamos vendo todos os dias nos jornais o verdadeiro genocídio da população negra", denunciou. De acordo com a coordenadora, os jovens foram convidados à plenária pelo Fórum Baiano da Juventude Negra. "A idéia é mobilizar os jovens negros da Bahia. Politizados, eles podem lutar por seus direitos. Cobrar políticas públicas de combate ao extermínio de negros", disparou. Relatório -Durante o evento, o deputado estadual Yulo Oiticica demonstrou dados de relatório de sua autoria que indicam que, das 1.022 pessoas mortas em ações praticadas por grupos de extermínio, 977 eram negras. "E o pior é que muitos crimes são praticados por policiais militares e civis, o que reforça ainda mais a necessidade de um grupo de investigação específico", analisou. O deputado criticou a incorporação de equipe especializada em combater extermínio à Delegacia de Homicídios, ocorrida em abril deste ano. "Precisamos de um grupo especializado nesse tipo de investigação. Um grupo diferenciado que tenha sido montado, sobretudo para investigar a própria polícia", observou, ao defender a manutenção do Gerce - Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio. Tiveram destaque na audiência as entidades da sociedade civil organizada, que pediram mais segurança aos jovens negros moradores das comunidades de Salvador. "Os negros continuam sendo as principais vítimas de violência na Bahia. Eles são assassinados todos os dias em todo o Estado e o governo fecha os olhos para esta realidade", reclamou Hamilton Borges, coordenador do Movimento Negro Unificado - MNU. Os alunos presentes aproveitaram a oportunidade para se pronunciar. "As mortes de nossos colegas negros acontecem todos os dias. Rezamos para não sermos os próximos", lamentou o jovem Ricardo dos Santos, 14 anos, que assistia à sessão.
"Não se pode esperar que o fato de um povo ser oprimido leve todos os indivíduos a serem virtuosos e dignos. O importante é que as características da maioria sejam a decência, a honra e a coragem.Luther King.

Um comentário:

José Ruiz disse...

92,7% dos assassinados eram afro descendentes? Mas você queria o quê? 80% da população da Bahia é afro descendente: o número é compatível.

Leve em conta que essa população afrodescendente é a que frequenta as piores escolas.

Não parece muito difícil mudar as coisas: se 80% da população sofre, porque não eleger líderes afrodescendentes?? Porque vocês só elegem brancos?

Claro que prá isso vão ter que trabalhar muito (...), mas vale a pena...